sexta-feira, 1 de junho de 2012

Mazzaroth - Como as estrelas nos contam a História da Redenção - parte 1



“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a Sua voz, e as Suas palavras, até os confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o Sol.”
Salmo 19:1-4.
Neste salmo vê-se o circuito através do qual o Sol passa, definindo as luzes celestiais. A Bíblia declara, " ...conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome ...” (Sl.147:4)  Em Jó lemos sobre as Plêiades – também conhecidas como “Sete-estrelo”, Orion – “Três Marias”, Arcturus  e o Zodíaco, ou “Mazzaroth”, antiga palavra hebraica traduzida como “Doze Sinais". Entre os gregos o Mazzaroth era denominado de “ζωδιακός κύκλος” (Círculo de Animais), o popular zodíaco.
A abóboda celeste foi dividida arbitrariamente em 12 seções, e ao longo de cada ano o Sol passa por essas doze seções ou sinais. Este caminho aparente do Sol é conhecido como  Eclíptica.  Desde a antiguidade os hebreus acreditam haver nestes doze signos  mensagens de Deus para toda a humanidade acerca da redenção. Cada sinal tem um nome hebraico, inspirado no desenho que as estrelas desenham no céu.
Uma mensagem maravilhosa.
Antes de explicar melhor estes sinais e as estrelas associadas à uma maravilhosa mensagem é importante notar a profunda diferença entre a astronomia e a astrologia. Astronomia significa “lei”, “norma” ou “arranjo” das estrelas; astrologia significa “palavra”, “doutrina” ou “mensagem” das estrelas. Nos tempos antigos, tanto uma como outra eram exercidas pelas mesmas pessoas, já que não existia uma fronteira nítida entre a ciência observacional e as práticas místico-religiosas.  Foi o estudo astrológico que originou o horóscopo, palavra grega que significa “ver para saber”, uma alusão à suposição de que é possível saber-se o destino de uma pessoa desde que se veja a disposição dos astros no momento do seu nascimento.
A Bíblia apresenta as maravilhas celestes como prova da ação de um Criador poderoso e sábio e os detalhes do zodíaco como uma série de imagens que dão detalhes do maravilhoso plano que Ele estabeleceu para todos por todos os tempos. O horóscopo, por outro lado, é uma vã tentativa de transformar esta história em profecias individuais, dias de sorte e direção pessoal.  Deus, através de Seus profetas tem desafiado as alegações dos astrólogos em diversas ocasiões. Sua advertência a Israel como registrado em Isaías fala por si:
“Já estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se, pois, agora, os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como o restolho, o fogo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; nenhuma brasa restará para se aquentarem, nem fogo, para que diante dele se assentem”.  Is.47:13-14.
A prática da astrologia e a leitura de horóscopos é irreal e inútil.
O “Mazzaroth” ou Doze Sinais.
Os doze sinais são bastante conhecidos. Na tradição hebraica, eles começam com Virgo, a Virgem, e concluem com Leo, o Leão. Estes dois sinais estão diretamente associados como o nascimento e posterior retorno do nosso Senhor Jesus Cristo. É significativo que, a Grande Esfinge egípcia, é uma cabeça de mulher ligada a um corpo de leão, como um desafio para que se decifre este milenar enigma.
A partir daqui cada sinal representa algum aspecto da narrativa bíblica:
VIRGEM (A Mulher). Está em meio a 140 estrelas, com o sol tendo 43 dias para passar por esta constelação. A estrela mais brilhante neste signo é Spica (Tsemech em hebraico,  ou Al- Zimach em árabe),  que significa "espiga” ou “ramo". A representação artística é a de uma mulher segurando um ramo.  Isaías 7:14 declara: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um Filho ...". A isto, podemos associar outra profecia entregue pelo mesmo Isaías:  “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.” Is. 11:1-2. Assim, Virgem nos fala do nascimento do Messias. E, ao meditarmos em que Spica, a estrela mais brilhante desta constelação, significa “espiga” ou “semente”, entendemos  que este messias é o cumprimento da palavra entregue pelo próprio Deus ainda no jardim do Éden: “Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gn.3:14-15.

Virgem esta associada a outras 3 constelações:

COMA (“Cabeleira”). Em antigos documentos egípcios, esta constelação chamava-se “Shes-Nu” (“Filho Desejado”). Era representada por uma mulher cuidando amorosamente de uma criança de colo. Nos fala do Messias como o desejado das nações – “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos.” Ml.3:1Posteriormente, esta constelação foi associada à uma lenda envolvendo a rainha egípcia Berenice, que ofereceu seus longos e muito estimados cabelos loiros como voto para que seu esposo, o rei Ptolomeu III, voltasse em segurança de uma batalha. O compacto grupo de estrelas passou então a ser conhecido pelo nome atual.  Mesmo nesta simbologia podemos perceber ecos da mensagem divina: o Messias é aquele que se despojou de Sua glória (o cabelo) em favor daqueles a quem  Ele ama. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” Fp.2:5-8.

CENTAURO. Na mitologia clássica um ser metade homem, metade cavalo. Em hebraico esta constelação era designada por dois termos: “Bezeh” (“desprezado”) e “Asmeah” (“oferenda”). Nos fala do Messias como aquele que é homem, mas ao mesmo tempo é um animal de cascos fendidos, adequado para ser oferecido no altar como sacrifício pelo pecado (Lv.1; II Co.5:21). Já no relato mitológico Chiron, o pai de todos os centauros, foi ferido por um dardo envenenado. Sendo imortal o veneno não pode mata-lo, mas fez com vivesse em constante dor e agonia, um lembrete de que o Messias é aquele que carrega as dores do homem. “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.” Is.53:3.

BOOTES (Boiadeiro).  Na antiguidade esta constelação recebeu diferentes nomes: “Smat” – Aquele que governa e “Bau” – A vinda (ambas em egípcio). É possível também que fosse conhecida pelo nome da sua estrela mais brilhante – Arcturus – que significa “o que vem”. Outras estrelas da constelação tem nomes muito sugestivos: “Alkaluropis” (“o ramo sob os pés”) e “Nekka” (“perfurado”). A mensagem é: o Messias é aquele que foi perfurado mas que voltará para governar e pisar os inimigos sob seus pés. “E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre a sua cabeça uma coroa de ouro, e na sua mão uma foice aguda.
E outro anjo saiu do templo, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice, e sega; a hora de segar te é vinda, porque já a seara da terra está madura. E aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a sua foice à terra, e a terra foi segada.” Ap.14:14-16Pela simbologia grega, podemos ver em Bootes o Messias-pastor,  fiel e verdadeiro, que guia Seu povo em amor. "Eis que o Senhor DEUS virá com poder e seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e o seu salário diante da sua face. Como pastor apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam guiará suavemente." Is.40:10-11. 


(continua...)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A Lua: 12 meses em 2,5 minutos.


Neste vídeo, produzido pelo Goddard Space Flight Center, é possível ver os movimentos que a Lua faz ao longo de 1 ano. Por serem pequenos e lentos não são facilmente perceptíveis a olho-nu. Tanto o movimento de libração quanto o causado pela inclinação da orbita da Lua são facilmente vistos.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Os poderes do céu

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas." - Mt.24:29.

Estas clássicas palavras de Jesus nos informam que, em um futuro breve, eventos incomuns e espantosos serão testemunhados. Em particular a última frase é a que mais me chama a atenção, quando Ele avisa que "as potências dos céus serão abaladas". Pode-se entender a declaração de diversas maneiras. Gostaria de propôr uma interpretação digamos "astronômica".

Em 2006, sob grandes protestos, a União Astronômica Internacional rebaixou o simpático Plutão, que deixou de ser planeta e tornou-se "planeta-anão". O tradicional sistema solar com nove planetas repentinamente deixou de existir. Assim, uma das "potencias" do céu foi abalada.

Temos também o caso de Betelgeuse, a supergigante vermelha de Órion, o ombro do caçador, distante cerca de 430 anos-luz da Terra e que pode supostamente explodir a qualquer momento dentro dos próximos séculos. (1,2,3), evento que tornaria nossas noites mais claras durante vários meses. Uma outra "potência celeste" que pode ser abalada.

Há ainda a incomum Eta Carinae, a gigante azul, que brilha furiosamente a 7.500 anos-luz daqui. As evidência também apontam para um fim explosivo e em um prazo que talvez nos permita testemunha-lo.

Enfim, Jesus falou de eventos possíveis e razoáveis, que podem ser explicados sem ter que necessariamente se apelar para coisas místicas e espirituais. Não sabemos o que Jesus sabia ou pensava sobre astronomia, mas provavelmente Ele não era ignorante sobre o assunto. Sabia que os céus podem mudar, ainda que tenham uma aparência de eterna constância. Aliás, o seu próprio nascimento foi marcado por um evento celeste incomum, a "Estrela de Belém". Jesus sabia que mesmo nos céus grandes sinais podem ser vistos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Problemas não resolvidos da Cosmologia.

1.A própria existência do Universo.
De onde vem a matéria, a energia, o espaço-tempo e as forças fundamentais que formam o Universo?

2.A assimetria bariônica.
Por que no Universo observável existe mais matéria do que anti-matéria? As quantidades, teoricamente, devem ser iguais.

3.A Constante Cosmológica X Densidade de Energia do Vácuo.
A diferença no valor das duas é muito grande e, exatamente por quantificarem o mesmo fenômeno, inexplicável. Ambas estão relacionadas à expansão cósmica.

4.A Matéria Escura.
Ela existe mesmo? Ou será apenas uma manifestação ainda mal compreendida da gravidade? E se existir do que é feita?

5.A Energia Escura.
Tal como a "Matéria Escura", será que existe mesmo uma tal energia? Ou é apenas uma ilusão criada pela expansão geométrica do espaço? Não será esta Energia Escura a própria Constante Cosmológica em ação?

6.O Fluxo Escuro.
Incomum movimento de certos aglomerados de galáxias, principalmente Centaurus e Hydra, para o qual não há ainda uma explicação. Um foco gravitacional denominado "Grande Atrator" foi proposto.

7.Entropia ou a "Seta do Tempo".
Será o aumento da Entropia o próprio fluxo do tempo e o que separa o passado do futuro?

8.A homogeneidade do Universo.
Por que o Universo parece ser tão homogêneo mesmo à grandes distâncias apesar da teoria do Big Bang prever grandes desigualdades mesmo a distâncias pequenas?

9. A Radiação Cósmica de Fundo e a eclíptica.
Tem sido encarado apenas como uma enorme e improvável coincidência: a radiação cósmica de fundo, que se supõe ser o eco do Big Bang, está alinhada com o plano orbital do Sistema Solar. Será mesmo apenas uma coincidência.

10.A forma do Universo.
Qual é a geometria do Universo? Que tipo de formato está sendo gerado pelo espaço-tempo?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Por que Ramo de Órion?

O conhecimento do real lugar da Terra no Universo tem passado por grandes mudanças ao longo dos tempos.

Na antiguidade clássica, foi fato inquestionável que nosso planeta era o centro de toda a criação. Tal conceito, muito natural e instintivo diga-se de passagem, foi formalizado principalmente por Ptolomeu, que propôs o chamado Sistema Geocêntrico, o qual perdurou, sem grandes contestações por quase 2000 anos, sendo decisivamente desafiado somente ao fim da idade média por Nicolau Copérnico.

Após ser removida do centro do Universo, a Terra foi colocada ao redor do Sol na companhia de vários outros planetas. Nascia assim o conceito de Sistema Solar, no qual as colaborações de Kepler, Galileu e Newton foram fundamentais.

O conceito de galáxia, apesar de ser discutido desde os grandes filósofos gregos, foi estabelecido científicamente a partir dos trabalhos de Kant e Herschel no século XVIII, e as reais dimensões da Via Láctea só foram conhecidas somente no século XX, quando Harlow Shapley fez o primeiro cálculo preciso da distância do núcleo galático. Descobriu-se que a Terra orbita há quase trinta mil anos-luz do centro do Universo conhecido de então. Do centro de todas as coisas para a periferia galática!

À partir dos anos de 1950, os aprimoramentos técnicos permitiram descobrir que a Via Láctea existia como uma espiral com pelo menos quatro braços. Em função de suas posições na esfera celeste, receberam nomes relativos às constelações com as quais se alinhavam: Perseus, Norma, Scutum-Crux e Carina-Sagittarius. Alem destes, admitia-se também pelo menos 1 braço menor: Órion-Cygnus, onde fica o Sistema Solar.

Dados mais recentes mudaram substancialmente a visão que temos de nossa galáxia. Ao invés de quatro talvez ela possua apenas dois braços principais: Centaurus e Perseus. Os demais provavelmente são braços menores ou ramificações dos braços principais. É ai que fui buscar a inspiração para o nome do blog.

Há boas evidências observacionais de que Órion seja apenas uma ramificação do braço de Sagitário. Um pequeno "ramo" com estimados 10.000 anos-luz de comprimento e 3.500 anos-luz de espessura.

Este é, enfim, o nosso lugar na galáxia. Não sabemos tudo, mas o que até agora foi descoberto já é mais que suficiente para nos fascinar e estimular ainda mais a curiosidade sobre o que mais há ao nosso redor.